Dicas

Instrumentos de Corda Acústicos (violão, violino, violoncelo, bandolim, cavaco, etc).

 

  • As cordas parecem estar "trastejando" num instrumento sem traste: instrumentos como o violino ou o violoncello tem uma leve curvatura no sentido do comprimento do espelho para garantir que as cordas não encostem no mesmo. Para isso retiramos as cordas do instrumento e o desbaste é calculado e realizado. Caso o instrumento seja antigo pode ser necessário a troca do espelho.
  • Meu instrumento trasteja: instrumentos como o violão podem estar com os trastes soltos, mal assentados, gastos ou até mesmo com o braço empenado. Em geral existem dois procedimentos, a troca completa ou a regulagem das alturas (retífica de trastes). Caso o braço esteja empenado, deve-se proceder ao desempeno antes de qualquer outra intervenção.
  • As cordas estão muito altas/baixas: dentre os fatores mais comuns para esse defeito pode ser um mal posicionamento do cavalete/rastilho, sendo ele muito alto ou muito baixo, uma pestana muito alta ou muito baixa ou mesmo a curvatura errada do braço em relação ao instrumento. O último caso sendo o mais complicado aonde o braço deve ser retirado e corrigido o ângulo de projeção das cordas do instrumento.
  • O instrumento não afina: As cravelhas (ou tarrachas no caso do contrabaixo Acústico ou do violão) podem estar mal assentadas ou velhas/gastas. Um outro ponto que pode evitar a correta afinação do instrumento é uma pestana mal-feita ou gasta. Nesse caso as cravelhas devem ser corretamente alocadas e a pestana ajustada ou trocada.
  • O instrumento rachou: rachaduras são reforçadas internamente, são usadas técnicas tradicionais e materiais tradicionais para esse tipo de conserto. Dentre eles destaca-se a cola de origem animal, o linho e pequenos reforços de madeira leve.
  • O Cavalete Soltou: em instrumentos como o violão a peça que prende as cordas no tampo do instrumento, pode ter sido mal assentada,  a cola usada pode ter sido inapropriada dentre outros fatores, mas sem problema, tem conserto.
  • A mão quebrou: a peça que tem as tarrachas ou cravelhas, a extremidade mais fina do braço do instrumento é a mais suscetível a quebras em caso de queda do instrumento. Caso ela quebre guarde todos os pedaços e traga a nós. Se necessário ela será reforçada internamente e ficará mais forte do que antes.
  • O braço empenou: é natural que com a variação de umidade e a tensão das cordas o braço do instrumento empene, temos procedimentos para fazer ele voltar ao formato original, caso necessário ele será reforçado, o espelho (peça normalmente preta de Jacarandá, ébano, ipê, etc) aonde ficam os trastes do instrumento deve ser de uma madeira dura para evitar o empeno além de garantir a qualidade sonora do instrumento.
  • Posso colocar cordas de Aço em um violão de Nylon: da mesma forma que não se deve colocar cordas de violoncello em um violão esse é um erro bem comum. Jamais coloque cordas de aço em um violão Clássico, A tensão das cordas de aço é muito maior e pode acarretar em diversos problemas como empenamento, rachaduras, descolamento do cavalete, etc.
  • Quero trocar o verniz: instrumentos de autor não devem ter o verniz trocado pois ele garante a originalidade do som e agrega valor ao instrumento, em geral são vernizes de qualidade como a Goma Laca e o Óleo Tung e podem ser no máximo retocados. Já instrumentos de fábrica geralmente usam vernizes sintéticos como Poliéster e Poliuretano além de pecar ao pintar elementos que deveriam ser sólidos e estruturais para evitar rachaduras como a roseta e os filetes. Caso o instrumento seja de fábrica pode ser feita a troca de verniz do mesmo, pois o verniz sintético tende a craquelar, amarelar e rachar todo com o tempo. Customizações e personalizações ao gosto do cliente também são bem vindas para esse tipo de instrumento.
  • Minhas cordas sempre estouram: todo canto vivo pode gerar uma aresta de corte na corda, para isso tanto a pestana quanto o rastilho (peças brancas do violão) devem ser minunciosamente calibradas e ajustadas. Não recomendamos usar pestanas e rastilho de plástico pois além de ressecarem rapidamente com o tempo dificulta a afinação e diminuem a vida útil das cordas. No caso do violino a mesma regra deve ser aplicada.

Listo aqui uma das principais dúvidas dos músicos quanto aos consertos, praticamente tudo tem conserto, se quiser saber mais não exite em perguntar, estamos preparados para responder. Confira também o nome das principais partes dos instrumentos.

Violino Partes
Instrumentos de Sopro (madeiras): (Flauta/Saxofone)

 

  • A chave não volta a posição: tanto flautas quanto saxofones possuem um mecanismo de molas que faz com que as chaves voltem ao lugar, observe se tem alguma mola solta ou quebrada. Se mesmo assim tudo estiver no lugar pode ser que a mola esteja sem tensão, nesse caso o instrumento deve ser desmontado e a tensão nova é dada ao instrumento.
  • O instrumento não soa algumas notas: procure por vazamentos, se ao tocar uma nota a nota mais grave não soa é bem provável que o vazamento esteja a partir daquela nota. Para identificar qual chave está vazando realizamos a percussão das chaves, aonde não se ouve uma nota é bem provável que esteja vazando, nesse caso o instrumento deve ser avaliado e desmontado.
  • Rachaduras/Trincas: em instrumentos de madeira as rachaduras devem ser tratadas e o anel que prende o entorno do instrumento deve ser retirado. Normalmente é necessário um enxerto. Em instrumentos de metal a área afetada deve ser soldada, tampada e polida.
  • O instrumento não afina: existem vários fatores que podem impedir a afinação do instrumento, o primeiro são as condições climáticas e a variação de temperatura. Fora isso o resto são questões geométricas. Os instrumentos de fábrica podem pecar na qualidade e uma simples troca ou ajuste de boquilha pode resolver o problema do instrumento. Vazamentos entre os encaixes também complicam a afinação.
  • O instrumento está empenado/amassado: um pequeno amasso não necessariamente altera o som de forma significativa. Em certos casos a questão é puramente estética e tentar reverter um amassado pode fragilizar a área. Já o empenamento deve ser resolvido caso ele impossibilite o bom encaixe entre as partes.
  • Meus instrumentos oxidam rapidamente: existem dois fatores que podem contribuir pra oxidação causas externas (sua mão, maresia, umidade) e um banho de baixa qualidade. Atualmente não realizamos banhos novos nos instrumentos, mesmo que isso pode prejudicar o funcionamento dos mesmos e a afinação. Se o caso for externo aconselha-se a usar talco nas mãos para evitar a oxidação prematura e manter as mãos e dentes sempre limpos.
  • Tenho alergia ao metal: existem várias formas de contornar esse problema, a mais simples é a utilização de um porta-lábio de outro material sintético, em outros casos a troca do bocal pode ser a solução mais viável e garantida. Existem inúmeros materias desde madeiras a prata, ouro, etc. Atualmente não produzimos bocais mas podemos encomendar diretamente com nossos fornecedores.
Geral:

 

  • Cupim e xilófagos: o processo de descupinização leva cerca de 2 meses, e nenhum serviço pode ser realizado nos instrumentos antes disso. O instrumento é lacrado e fumegado nesse período.

 

  • Como posso limpar o instrumento: no caso de instrumentos de corda observe se o verniz é sintético ou natural, em geral Essência de Terebentina e um pano são o suficiente para tirar excessos de breu e gorduras pois não diluí vernizes base álcool ou base sintéticas como o PU e a nitrocelulose, após passar deve ser retirada com um pano levemente úmido e após isso um pano seco. No caso de instrumentos de Sopro em madeira a limpeza pode ser feita com cotonetes e a mesma essência nos furos. Internamente o instrumento deve levar óleo de tempos em tempos, mas deve ser limpo com um pano para retirar o excesso de umidade sempre. Sapatilhas não podem com os componentes químicos, nesse caso use sempre uma flanela seca e limpa. O ideal é a do tipo usada para limpeza de telas de computador ou óculos. Não nos responsabilizamos por limpezas mal executadas.

 

  • Garantia: Nossa garantia é de pelo menos 6 meses em cima do serviço realizado, mas não em cima dos acessórios (como cordas, trastes, sapatilhas, etc) pois isso é referente ao uso e armazenamento do instrumento. Em casos de colagens a garantia é vitalícia desde que os problemas não ocorram em quedas, calor ou frio intenso, variação de umidade, dentre outros usos indevidos do instrumento. Realizar qualquer outro tipo de reparo nas áreas que foram consertadas também viola os termos da garantia.
Violão Partes

Violino:

 

  1. Voluta
  2. Cravelha
  3. Pestana Superior
  4. Espelho
  5. Tampo
  6. Lateral
  7. Efes (Esses)
  8. Cavalete
  9. Micro Afinador
  10. Fundo
  11. Estandarte
  12. Queixeira
  13. Pestana Inferior
  14. Botão
  15. Sguscio e Filetes

Violão:

 

  1. Mão
  2. Pestana
  3. Tarracha
  4. Traste
  5. Espelho
  6. Braço
  7. Nocetta
  8. Friso
  9. Corpo

  10. Roseta

  11. Boca

  12. Lateral

  13. Rastilho

  14. Tampo

  15. Cavalete

15

Partes de uma Flauta Transversal

1 Cabeça
2 Corpo (barrilete)
3 Pé (em do)
4 Coroa
5 Porca do Stopper
6 Parafuso do Stopper e Arruela
7 Rolha
8 Lábio
9 Bocal
10 Parafuso da chave de C (DO)
11 Parafuso da chave de G
12 Chave de G (Sol)
13  Chave de E (MI) - Separada
14 Chave de C (Do)
15 Eixo da mão esquerda
16 Eixo da mão direita
17 Arruela de Sapatilha pq.
18 Arruela de Sapatilha gd.
19 Parafuso de Sapatilha

20 Parafuso de Coluneta
21 Parafuso de ajuste
22 Parafuso de Mola Chata
23 Mola Chata Pq.
24 Mola Chata Gd.
25 Eixo da Chave do dedão
26 Alavanca do Dedão Bb (Si bemol)
27 Chave do Dedão B (Si)
28 Seção do Trinado
29 Chave G# (Sol Sustenido)
30 Sapatilha
31 Eixo do G#
32 Mola Agulha
33 Coluneta
34 Chave de D# (Re Sustenido)
35 Chave de C# (Do Sustenido)
36 Eixo do Pé
37 Chave de C, Eixo e Parafuso

Flauta Transversal:

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